Bernal tenta explicar a origem do dinheiro,mas se complica cada vez mais

18/09/2012 18h34 - Atualizado em 18/09/2012 18h34

Cooperativa não tem registro de empréstimo de Bernal, diz presidente

O Alcides Bernal nos mostre a ata com a assinatura dos associados aprovando o empréstimo”, desafiou.

Antonio Fabiano Portilho Coene
 

Depois de o candidato do PP à Prefeitura de Campo Grande, Alcides Bernal, garantir, nesta terça-feira, que emprestou R$ 106 mil a Coopertaxi e cobra a dívida na Justiça, o presidente da entidade, Flavio Panissa, retrucou a informação.

Ele assegura que, se houve a operação financeira, não teve consentimento dos associados da Coopertaxi. “Que o Alcides Bernal nos mostre a ata com a assinatura dos associados aprovando o empréstimo”, desafiou.

Panissa argumenta que o empréstimo foi designado, em 2009, a Waltrudes Pereira Lopes, ex-presidente da entidade. “Waltrudes era um associado e não a Coopertaxi. Se ele emprestou para o Waltrudes então vá receber dele”, retrucou.

Bernal ainda afirmou que o auxílio financeiro foi feito, à época, porque a cooperativa se encontrava em crise financeira e com dívida em posto de combustíveis. Panissa argumenta que o posto em questão era da própria Coopertaxi e que, se a entidade passava por dificuldades, os cooperados não tinham conhecimento.

“Os cooperados também não sabiam desse empréstimo”, prosseguiu, acrescentando desconhecer qualquer ata que comprove que a transação financeira existiu.

“E porque só agora ele se propõe a dizer a origem desse dinheiro? No processo ele se recusa”, disse Panissa, acrescentando que nunca foi procurado pelo progressista para um possível acordo sobre o caso.

“O Waltrudes saiu do comando e o atual presidente (Flavio Panissa), que é inimigo dele, não reconheceu a dívida. Levei o questionamento à Justiça para receber”, declarou o deputado nesta manhã após participar do debate promovido pelo ACP (Sindicado Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública) no teatro Glauce Rocha.

Entenda o caso

A COOPERTAXI nas pessoas do seu diretor presidente FLÁVIO MÁRCIO DE OLIVEIRA PANISSA e NELSON KOHATSU através de seu advogado constituído ingressaram com ‘’NOTITIA CRIMINIS’’ contra AlCIDES JESUS PERALTA BERNAL- brasileiro- solteiro- advogado- radialista e deputado estadual pelo Estado de Mato Grosso do Sul, portador do RG 266.586-SSP-MS e do CPF 343.888.001-63 residente a Rua Paulo Tognini 239 – Jardim Paulista e ainda contra MIRIAN ELZI GONÇALVES – brasileira- empresária- portadora do RG 37057773-8 SSPPR e do CPF 404.486.221-49 essa com endereço ‘’ignorado’’ no presente processo que por ora se pede que seja instaurado, e ainda WALTRUDES PEREIRA LOPES, brasileiro, casado, empresário, residente a rua Tapajós 599 Vila Rica.

DEPUTADO foi denunciado por tentar fraudar a COOPERTAXI juntamente com ex-presidente, simulando dívida inexistente

caso: Em 03 de dezembro de 2009, o senhor AlCIDES DE JESUS PERALTA BERNAL ‘’ingressou’’ com uma ação de execução de título extra judicial em face da requerente a COOPERTAXI cujo tal processo se originou os autos de n° 0075391-362009.8.12.0001001.09.075391-8 segundo aduz na sua inicial que ele BERNAL seria supostamente credor da quantia de R$ 106.300,00, isso relativo a cheque emitido pela COOPERTAXI em 20 de março de 2009 e apresentado ao banco em 24-7-2009 o qual não foi pago por insuficiência de fundos.

Após o senhor ALCIDES BERNAL requereu a MODIFICAÇÃO do rito e da AÇÃO, para ação monitória o que foi acolhido pelo Juízo da 10ª Vara, sendo determinada a citação da ora requerente.

Tomando conhecimento, pela primeira vez da suposta dívida, a COOPERTAXI embargos a ação monitória o que foi acolhido pelo juízo da 10ª Vara, sendo que foi determinada a citação de BERNAL, esse ao qual é denunciado juntamente com Waltrudes Pereira Lopes simularam uma divida dessa cooperativa, para assim tentarem se beneficiar de dívida inexistente.

Pois bem, instado pelo teor dos embargos, esses que trouxeram a baila, os desvios, desmandos, e apropriações indevidas do patrimônio da COOPERTAXI , o senhor ALCIDES BERNAL apresentou nos autos mais precisamente nas folhas 284, um depósito efetuado na conta da COOPERTAXI , na data de 20/03/2009 em nome da senhora MIRIAN ELZI GONÇALVES no valor de R$ 100 mil reais.

Durante o curso do processo verificou-se através de perícia grafotécnica ,através do perito VINICIUS COUTINHO, que a assinatura de um dos emitentes do cheque foi FALSIFICADA de forma grosseira, e por esse motivo foi determinada a realização de nova perícia, ao qual não foi efetivada por embaraços da parte, ou seja, BERNAL tem dificultado o que pode tal realização.

Fica evidente o medo de BERNAL, em fornecer a origem da suposta dívida, e esse medo é tão grande que BERNAL ingressou com recurso de agravo de instrumento, ainda pendente de julgamento perante o TJ/MS.

Falta de autorização estatutária autorizando o ex-presidente da cooperativa a contrair dívidas.

A inexistência de registros contábeis e financeiros demonstrando o ingresso do valor nas contas da cooperativa e a sua utilização.

Os ‘’garrafais’’ indícios de falsidade de ALTAIR CARRILHO ARANTES, esse que na época exercia a função de diretor administrativo e financeiro e supostamente, assinou o cheque juntamente com WALTRUDES.

A amizade mais do que ‘’íntima’’ entre BERNAL e WALTRUDES sendo que existem provas cabais sobre a existência de inúmeros negócios particulares entre os dois.

Existe ainda a conduta de AGIOTAGEM nessa transação espúria, haja vista que decorrente aos fatos, a suposta dívida seria em tese de R$ 100 Mil reais, e é cobrado cerca de R$ 106.300,00.

ENVOLVIDOS SERÃO INVESTIGADOS PELAS CONDUTAS TIPIFICADAS ABAIXO

‘’Estelionato’’ ‘’Apropriação indébita’’ e ‘’Falsidade documental’’, já que o senhor WALTRUDES apropriou-se mediante fraude, e na condição de presidente da COOPERTAXI valores que a essa pertenciam.

‘’Lavagem de dinheiro’’ ‘’Ocultação de bens’’ “Direitos e valores’’ destarte citar que se os valores supostamente emprestados a COOPERTAXI a ela não pertencia, já que o senhor WALTRUDES, mediante fraude, na condição de presidente da ora COOPERTAXI, em conluio com BERNAL , e auxiliados por MIRIAN, dissimularam a existência de ativos, efetuaram operação visando obter o ‘’branqueamento’’(lavagem) dos valores.

“ crimes de sonegação fiscal” já que o senhor WALTRUDES mediante fraude, juntamente com BERNAL e MIRIAN efetuaram tal operação e se os valores não foram declarados a RECEITA FEDERAL tanto por BERNAL quanto por MIRIAN

“Crime de agiotagem e usura’’ segundo a Lei 7.492/86 conhecida como Lei do Colarinho Branco é considerado delinquente todo aquele que especula indevidamente, que ultrapassa o máximo da taxa legal constitucional e Lei de crimes Contra a Economia Popular, sendo que BERNAL emprestou através da interposta MIRIAN a juros excessivos a quantia para a COOPERTAXI.

ENVOLVIDOS NA AÇÃO SERÃO INVESTIGADOS PELO MPF E POLÍCIA FEDERAL

Segundo fortes comentários nas correntes jurídicas, os envolvidos nessa conduta tipificada como criminosa, serão também investigados pelo MPF, POLÍCIA FEDERAL, e ainda pela 3ª VARA da JUSTIÇA FEDERAL, haja vista que por se tratar de ‘’lavagem de dinheiro’ e ‘’sonegação fiscal à Receita Federal” caberá ao Juiz Federal Odilon Oliveira o julgamento da lide.

Segundo fontes fidedignas, WALTRUDES levou a cabo uma série de condutas irregulares na administração da COOPERTAXI, como se pode inferir dos inúmeros documentos juntados na ação. Um fato bastante inusitado e que leva a crer sobre esse conluio e ‘’amizade’’ entre as partes,é que BERNAL enquanto vereador concedeu título de honraria “Cidadão Campo Grandense” a WALTRUDES em 27 de agosto de 2008, coincidentemente meses antes da suposta operação que origina tal débito que foi ‘’contraído’’ em março de 2009

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