Suplente de Delcídio teve em suas mãos R$ 9 mi doados por empresas da Lava Jato

03/01/2016 16h18 - Atualizado em 03/01/2016 16h18

Suplente de Delcídio teve em suas mãos R$ 9 milhões doados por empresas da Lava Jato

Da Redação
 
Deputado Federal Zeca do PT, Delcídio, Pedro Chaves e o ex-presidente Lula Deputado Federal Zeca do PT, Delcídio, Pedro Chaves e o ex-presidente Lula

Educador e empresário, Pedro Chaves fez fortuna no ramo da educação e entrou na política apenas em 2010, quando se tornou suplente de Delcídio, que foi preso no dia 25 novembro pela Polícia Federal sob suspeitas de obstruir as investigações da operação Lava Jato.

Laços de Família

Além do bom trânsito no mundo dos negócios, o homem que pode suceder Delcídio no Senado é ligado à família Bumlai, do pecuarista José Carlos Bumlai. O pecuarista foi preso um dia antes de Delcídio, no dia (24), por envolvimento na operação Lava Jato. A filha de Pedro, Neca Chaves Bumlai, é casada com Fernando Bumlai, filho de José Carlos.

Mansão de filha de suplente do Senador Delcídio é alvo da 21ª fase da Lava-Jato

Sobrinho de suplente de Delcídio foi preso com irmão de Lula pela PF em 2007

Com a prisão de Delcídio, Pedro Chaves dos Santos é primeiro na linha sucessória para assumir o mandato do petista. Como a prisão de Delcídio foi a primeira de um senador no exercício do mandato, ainda não há uma definição sobre se ou quando Chaves assumiria o cargo enquanto o titular estiver preso. A princípio, Chaves pode assumir o cargo em caso de morte do titular, renúncia, cassação do mandato ou licença superior a 120 dias. Nos casos de prisão temporária por causa de processo criminal, como no caso de Delcídio, é considerado oficialmente como se o senador estivesse de licença.

Pedro Chaves teve em suas mãos R$ 9 milhões doados por empresas da Lava Jato

Apontado por Delcídio como alguém com bom trânsito em diferentes setores da sociedade, como coordenador da campanha de Delcídio para governo do estado de MS, Chaves teve à sua disposição R$ 9,5 milhões doados por empreiteiras investigadas pela operação Lava Jato. De acordo com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a empreiteira que mais doou para a candidatura de Delcídio do Amaral nas eleições de 2014 foi a Odebrecht, com doações avaliadas em R$ 2,9 milhões.

Mas Chaves não cuidou apenas das doações recebidas e das articulações políticas da campanha de Delcídio. Sua mulher, a educadora Reni Domingos, e uma empresa ligada a ele doaram R$ 1 milhão à campanha do petista.

Como pessoa física, Pedro doou R$ 350 mil à campanha de Delcídio, mesma quantia doada por Reni Domingos. Uma outra doação ligada a Pedro Chaves foi feita pela pela Mace Moderna Associação Campo Grandense de Ensino Ltda no valor de R$ 300 mil.

Segundo a declaração de bens apresentada por Chaves à Justiça Eleitoral em 2010, o suplente de Delcídio era dono de R$ 962 mil em cotas do capital do social da empresa.

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