Após áudio, filhos de Bumlai e familiares são os próximos alvos da Lava Jato

20/04/2016 12h58 - Atualizado em 20/04/2016 12h58

Após áudio, filhos de Bumlai e familiares são os próximos alvos da Lava Jato

Fabiano Inove
 
Delcídio, Pedro Chaves, Lula, Neca - Fernando Bumlai e Mauricio Delcídio, Pedro Chaves, Lula, Neca - Fernando Bumlai e Mauricio

Ao que tudo indica, os filhos de José Carlos Bumlai poderão ser os próximos alvos da Operação Lava Jato. Prova disso, foi a delação do ex-chefe de gabinete do senador Delcidio do Amaral, Diogo Ferreira, que revelou detalhes e entregou provas em sua delação premiada, homologada no último dia 14 pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O ex-assessor de Delcídio disse que viajou três vezes a São Paulo para pegar dinheiro. Na primeira, em 12 de junho do ano passado, ele diz ter recebido orientações do empresário Mauricio Bumlai, filho de José Carlos Bumlai – investigado na Lava Jato e amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Áudio. Em uma troca de mensagens em um aplicativo de celular, Mauricio Bumlai gravou mensagem de áudio na qual, segundo a delação, orienta Diogo Ferreira:

“É melhor ele te pegar lá... saindo ali do desembarque, no mesmo piso, você nem desce a rampa de táxi. Sai ali à direita, e ele já vai tá lá, tá? Eu vou te passar ... os dados do carro dele, aí você liga para ele e fala... já estou saindo... ele estará lá... É um Ômega preto, placa NRO 8808, NRO 8808, um Ômega preto.”

Os três filhos do pecuarista José Carlos Bumlai foram alvo de condução coercitiva na 21ª fase da Lava-Jato. Eles estavam com o pai em um hotel em Brasília no momento da prisão de Bumlai. Os filhos do pecuarista prestaram depoimento na Polícia Federal.

Os irmãos Mauricio, Guilherme e Fernando Bumlai são alvos de profunda auditoria por parte da Receita Federal, no qual achou expressivo o aumento patrimonial dos filhos do pecuarista José Carlos Bumlai, a partir de 2004, o que chamou a atenção dos investigadores da Lava-Jato.

Parte do crescimento é atribuída à venda da Fazenda Cristo Redentor, em Miranda (MS), para o banco BTG Pactual, em 2012. O negócio rendeu aos quatro irmãos - Fernando, Cristiane, Maurício e Guilherme Bumlai - R$ 195 milhões, segundo relatório da Receita Federal. Os auditores põem em dúvida o valor apropriado da terra e das receitas de atividade rural que os herdeiros do empresário declararam ao Fisco naquele ano.

O patrimônio de Maurício foi o que mais cresceu. Em 2004, era de R$ 3,8 milhões. Em 2010, atingiu R$ 95,3 milhões. E, em 2012, alcançou R$ 273,8 milhões. Segundo a Receita, parte do valor incorporado ao patrimônio dele não tem origem conhecida. Em 2012, a quantia a descoberto atinge R$ 100 milhões.

O patrimônio de Fernando aumentou de R$ 3,2 milhões em 2004 para R$ 59,2 milhões em 2012, valor igual ao da irmã Cristiane.

"Brimagliares"

O que chama mais ainda a atenção dos investigadores da Lava Jato é o fato de Fernando Bumlai ser genro do suplente do senador Delcídio do Amaral (PT), o empresário Pedro Chaves, conhecido por ser cunhado do ex-presidente da Assembléia Legislativa de MS, o hoje conselheiro do Tribunal de Contas do Estado Jerson Domingos, e também do dono do Jogo do Bicho de Campo Grande, Jamil Name, que também é vizinho do senador Delcídio no condomínio Bela Vista.

Mas o que mais intriga os investigadores é o fato destas ligações parentescas. Por exemplo; Paulo Chaves dos Santos, Filho de Pedro Chaves e cunhado de Fernando Bumlai é casado com Gabriela Youssef, filha do cônsul honorário da Síria em MS, Kabril Youssef, primo do pivô e doleiro da Operação que desmontou todo o esquema na Petrobras, Alberto Youssef.

No qual podemos acompanhar pelos seguintes Jornais;

Aniversário de Pedro Chaves

Coluna Fernando Soares

Critica

Denúncia de Magalhães sobre o caso investigado pela Lava Jato. Magalhães é uma espécie de Celso Daniel do Pantanal.... Acompanhe:

Kabril Youssef, primo de Alberto Youssef e Pedro Chaves Kabril Youssef, primo de Alberto Youssef e Pedro Chaves

Logo abaixo vemos o processos dos irmãos Bumlai na Justiça Federal do Paraná

 
 

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