27/01/2014 16h06 - Atualizado em 27/01/2014 16h06

Brasil gasta bilhões com Copa do Mundo, Lula mentiu quanto ao financiamento

 
Na imagem, Orlando Silva, ex-ministro dos esportes, e Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF, ambos deixaram o cargos após denuncias de corrupção Na imagem, Orlando Silva, ex-ministro dos esportes, e Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF, ambos deixaram o cargos após denuncias de corrupção
Alexandre Zorzetti

Ricardo Teixeira: “A Copa do Mundo é um evento privado. O papel do governo não é de investir, mas de ser facilitador e indutor”, disse o ex-presidente da CBF ao lado do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, que fugiu para a Flórida depois de alguns escândalos de corrupção, que envolviam recebimento de propinas.

“Faço questão absoluta de garantir que a Copa de 2014 será uma Copa em que o poder público nada gastará em atividades desportivas”. Assim disse Lula quando o Brasil se tornou sede da Copa do Mundo, organizada pela FIFA (Federação Internacional de Futebol e Associados). “Não haverá um centavo de dinheiro público para os estádios”, “Os estádios para a Copa do Mundo serão construídos com dinheiro privado”, repetia na época o Ministro dos Esportes Orlando Silva, que deixou o cargo após ser acusado pela CGU (Controladoria Geral da União), de desvio de verbas da pasta dos esportes. No entanto, os números mostram que o Governo Federal, desembolsou dos cofres públicos R$ 4 bilhões, em obras superfaturadas, conforme dados da União.

Itaquerão e Maracanã deveria custar R$ 500 milhões cada arena no padrão FIFA. O estádio do Maracanã, ultrapassou a casa de R$ 1 bilhão. O estádio corinthiano construído pela Odebrecht. Lula, se encarregou de abrir as portas do PAC, o BNDES, além de verbas estaduais e do município de São Paulo. Orlando Silva mentiu ao lado de Lula, para todos os brasileiros.

Faltam apenas cinco meses para a partida que será o início da Copa de 2014 no Brasil, e diversos estádios são ameaçados de não realizarem as partidas das seleções. Os prazos não foram respeitados e as obras estão inacabadas. A Arena da Baixada, foi ameaçada para que termine há tempo a conclusão de toda a estrutura para que possa receber os jogos com segurança para todos os espectadores, entre eles estarão muitos estrangeiros. As ultimas inspeções irritaram Jerôme Walcke, secretário-geral da FIFA, na última visita ao Paraná. Mais de 80% dessa obra foi financiada pelos governos federais estaduais e da cidade de Curitiba. Inicialmente a Arena da Baixada foi orçada em R$ 265 milhões, está na casa dos R$ 319 milhões.

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